Adjetivos

 

Adjetivo: dá qualidade ou qualifica?

 

 

À medida que vamos estabelecendo familiaridade com os fatos linguísticos, vamos incorporando ao nosso conhecimento alguns conceitos que, por vezes, tornam-se cristalizados. Aqueles relacionados à morfologia parecem ilustrar de forma significativa o que estamos dizendo, basta recordar alguns aspectos aprendidos lá... lá nas primeiras fases da Educação Básica, como por exemplo: “substantivo é o termo que ...”; “pronome se conceitua como a palavra que...”; e adjetivo? Lembra-se?

Em se tratando desse último (o adjetivo) resolvemos rever alguns conceitos, por isso nos propomos à discussão que ora se forma, cujo intuito é abordar algumas questões relevantes. Afinal, o adjetivo qualifica ou dá qualidade? Para incrementar a discussão é sempre bom partir de exemplos concretos, tais como:

Garota triste.

Alimento insípido

Cheiro ruim

Conversa monótona

No intuito de irmos um pouco mais além, agora permeando no universo da análise sintática, o que sabemos sobre o predicativo do sujeito? Que ele dá qualidade a esse sujeito, haja vista que, morfologicamente dizendo, é representado por essa figura da qual falamos – o adjetivo, concorda?

Assim, perguntamo-nos:

Desde quando “triste/insípido, ruim e monótona” representam qualidades? Sim, pois, pelo que sabemos, o termo “qualidade” se encontra relacionado a uma ideia positiva, não é verdade?

Partindo desse princípio, voltamos à questão anterior: qualifica ou dá qualidade?

“Qualificar” tanto pode ser entendido sob o aspecto negativo quanto sob o positivo. Dessa forma, convenientemente, devemos acreditar que o adjetivo não dá qualidade, mas, sim, qualifica.

 

Adjetivos pátrios

 

 

Ao nos referirmos aos adjetivos pátrios, sabemos que estes pertencem a uma das classes gramaticais e que representam uma das subdivisões inerentes à classe em questão. Atribui-se a eles a função de representar a origem de pessoas e demais seres e objetos, levando-se em consideração a cidade, estado ou país. 

Para que possamos conhecê-los melhor, compartilharemos com algumas de suas principais características. Desta feita, segue abaixo relacionada uma lista contendo alguns deles. Observemos, pois: 
 

Localidade Adjetivo pátrio correspondente
Acre acreano
Afeganistão afegane, afegão
Amapá amapaense
Angola angolano
Aracaju aracajuense, aracajuano
Atenas ateniense
Belém (Pará) belenense
Belém (Palestina) belemita
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Boa Vista boa-vistense
Cabo Frio cabo-friense
Catalunha catalão
Cuiabá cuiabano
Espírito Santo espírito-santense, capixaba
Estados Unidos estadunidense, norte-americano, ianque
Florença florentino
Florianópolis florianopolitano
Goiânia gioaniense
Gália gaulês
Grécia grego, helênico
Havana havanês
Índia indiano, hindu
Japão japonês
Jerusalém hierosolimitano, hierosolimita
Macapá macapaense
Manaus manauense, manauara
Natal natalense
Nova Iguaçu iguaçuano
Nova Zelândia neozelandês
Pequim pequinês
Porto Alegre porto-alegrense
Porto Rico porto-riquenho
Recife recifense
Rio Branco rio-branquense
Rio de Janeiro (cidade) carioca
Rio de janeiro (estado) fluminense
Rio Grande do Norte rio-grandense-do-norte, potiguar, norte-rio-grandense
Romênia romeno
Rondônia rondoniano, rondoniense
Salvador salvadorense, soteropolitano
São Paulo (cidade) paulistano
São Paulo (estado) paulista
Sardenha sardo
Sergipe sergipano
Teresina teresinense
Tibete tibetano
Tocantins tocantinense
Três Corações tricordiano
Vitória Vitoriense

 

 

Adjetivos Pátrios: localidades de origem estrangeira

 

Falar sobre adjetivos pátrios, ora representando uma prática tão corriqueira, significa fazer alusão a uma das flexões que se atribuem a essa classe gramatical constituída de um caráter ímpar, tanto quanto todas aquelas outras das quais temos conhecimento.

Dessa forma, a título de conceituação, vale ressaltar que eles (os adjetivos pátrios) têm como função indicar os locais de origem, tendo em vista os continentes, países, estados e cidades a que pertence uma determinada pessoa – o que faz dessa ocorrência linguística algo muito recorrente, como já afirmado no início do artigo. Dessa forma, alguns conhecimentos acerca desse caso já foram disponibilizados a você, estimado (a) usuário (a), bastando, a título de constatação, um simples acesso ao texto “Adjetivos pátrios” . Contudo, os posicionamentos lá firmados enfatizam, em sua grande maioria, os adjetivos referentes localidades brasileirasrazão pela qual nos sentimos motivados a levar até você alguns deles referentes a localidades estrangeiras, uma vez expostas a seguir. Observemos, pois:

Alemanha – alemão, germânico

Assunção – assuncionenho

Bélgica – belga

Bogotá – bogotano

Boston – bostoniano

Buenos Aires – buenairense, bonaerense, portenho

Caracas – caraquenho

Croácia – croata

Estados Unidos – estadunidense, ianque

Etiópia – etíope

Grécia – grego, helênico

Havana – havanês

Honduras – hondurenho

Índia – indiano, hindu

Itália - italiano

La paz – pacenho

Lima – limenho

Madri – madrilense, madrileno

Mônaco – monegasco

Montevidéu – montevideano

Nova Zelândia – neozelandês

Parma - parmesão, parmense

Quito – quitenho

Trento – tridentino